CONFISSÕES DE UMA MULHER ARTISTA







 Ana Valeska Maia



27 de maio de 2004. Um Banco de Dados se, Comunique Ao Que em Dia hum artista Cláudia Sampaio Iniciou o Processo de Transformar SUA in UM casa poema vivo[1]. Nas Entrelinhas De CADA canto da casa reverberam silencios OS, OS Devaneios Íntimos das pulsões refreadas, Gritos e Sussurros OS frustrados dos Desejos, amores desfeitos dos, da crueza da solidão.

A casa FALA. Como brotam Palavras do Abrigo números Processo catártico.  Arrancadas das Profundezas da Alma Humana, Uma Essência exibem dos desencontros da co-Existência.  Em "Confissões" um artista interfere nsa Espaços de SUA casa: escreve paredes NAS, materiais Agrega, anota resquícios de Vivências.  Os Estímulos Dão Vida AO Abrigo: No Processo Criativo, Cláudia música UMA Sente, se emociona. Nomos Incluí, Afetos, desenha, rabisca poemas. Nas paredes de significâncias engendradas entrelaçam SE NUMA Poética Que advém da imensidão da Esfera Privada , dos Encontros com o Próprio Eu, receptáculo de decepções e Alegrias palco do coletivo Viver.  

Cláudia e Mulher Corajosa UMa. Nao Tem Medo de expor si. A casa, Que simboliza Abrigo, refúgio OU PROTEÇÃO recebe autorização da artista UMa Parágrafo TODAS se Despir Muralhas de Como, Como Máscaras de TODAS FINALMENTE e se entregar. Um exterior Infinita da gradação Manifestação Criativa da artista reflete UMa pulsão de Vida, Que percorre interior Entre e dicotomias, Público e Privado, Dor e Prazer, Verdade e FICÇÃO.

Vou CRIAR O Que Aconteceu Comigo. Só Viver Nao e PORQUE relatável. Viver Nao e vivível. CRIAR Sobre Terei Que a Vida. mentir E SEM. sim Criar, nao mentir. CRIAR Não É Imaginação, e Correr o Grande Risco de se ter UMA . Realidade e entendre UMa Criacao, Meu Único MoDo. Precisarei com Esforço Traduzir Sinais de Telégrafo - Traduzir o desconhecido n. UMa Língua desconheço Que, paragrafo SEM e entendre Sequer OS Sinais Que Valem. Falarei Linguagem Nessa sonâmbula Que se eu estivesse acordada nao Seria Linguagem (LISPECTOR, 1988: 21).

A Linguagem de Cláudia CRIOU UM Outro Ser. A Partir de Ser Seu Próprio. Gaston Bachelard in inigualável SUA Poética do Espaço, enunciação: Espaço Realmente TODO habitado Traz UMA Essência da Casa da Noção (BACHERLARD, 2003:25). O Trabalho de Cláudia Sampaio construto Representantes UM AO MESMO apurado Muito Muito tempo e simbólico. Ouvir e Como Possível paredes. pulsa O artista da LAR, clama, instigadores. 

(...) Veremos Construir UMA Imaginação "paredes Sombras" com impalpáveis, reconfortar-se com Ilusões de Proteção UO - Inversamente, tremer Atrás de muros Grossos, duvidar das Muralhas sólidas. Mais, Em suma, nd interminável das dialéticas Mais, o abrigado sensibilizá Os Limites do Seu Abrigo. Ser Vive UMA casa in Realidade e virtualidade SUA SUA EM, atraves do Pensamento e dos sonhos (BACHELARD, 2003: 24). 

Mais Um Dia. Frase Que Recorrente casa UMA registrou. This Por Todos Lados OS. Reflexos dos Momentos de Inércia da Vida, das Angústias dos Dias, do conhecidíssimo Desejo de Ser Única Alguém Pará, da Tentação Viver Um Amor de total Tão, Tão absolutos , Repeat irrespirável. Sentimentos habitados Tornam Que UMA casa corpórea, pulsante. imovel S adquirir Vida, Organismo UM é. Sangra, Sofre Como Dores dos rompimentos, das decepções. A medica entao Como artista Paredes, curativos ter Aplica parágrafo Forças e enfrentar dia UM MAIS.  UNHAS Como arrancam Superfícies. Paredes Das Flores brotam, Cruzes, Preces, Lembranças, poemas.

Como nao Personagem GH de Clarisse Lispector, Como Confissões Mulher Desta artista Que encontremos possibilitam NAS Entrelinhas De CADA canto da casa UMa amplitude de Vida, Uma inesgotabilidade de Sentido Que vai Muito do Além Sensibilidade da Própria. As "Confissões" de Cláudia Sampaio Linguagem UMA refletem da Urgência do Desejo, propriamente abissal anseio hum, Quase sacrifical, do Encontro com o Outro e com uma arte.  



Novembro de 2006.



Referências:

, Clarisse. Lispector A Paixão Segundo GH. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

, Gaston. BACHELARD A Poética do Espaço. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1993.






[1] A casa da artista Pôde Ser visitada Durante o Salão de Abril Neste Ano. de novembro de 2006, um de Janeiro 2007, UM Mostra da artista expõe UMa Casa da version, receberá intervenções Que Comeu o terminal, no Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar.  

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claudia sampaio

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MISTÉRIOS
Tem mistério a tua parede,
Mais um dia!
+ um dia + um dia + um dia + um dia + um dia + um dia + um dia + um dia.........
Que agonia!
Contar assim
INNNNNNNF I N I T A M E N T E........... !!!!!!
Quem olha não vê
Quem olha não sente
os mistérios que contêm a tua parede.
Quem olha se encanta,fica contente
E .............. vai embora
A casa FICA guardando os mistérios
Presos
Quem olha não sabe
Nem quebra-cabeça
Nem mágicas
São dores das almas
aflitas
do SEMPRE !
Quem olha não SE SABE
Quem olha não SE VÊ
Mistérios INNNNNNN F I N I T A M E N T E presos, disfarçados
na parede do teu coração.

Eliana De Francesco

convite | projeto < Porta Aberta>

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Quarto 2

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