PROJETO 1/4


           


PROJETO 1/4


             Estamos inaugurando o projeto ¼, onde artistas das diversas linguagens são convidados para expor. Para tanto, é necessário que o artista em sua proposta  dialogue com o site specifc.

            Participarão da mostra Claudia Sampaio, Nelke Sommerdikj e Giselle Fernandes. A artista holandesa Nelke Sommerdijk, especialista em fotografia, cursou a Gerrit Rietveld Academia em Amsterdam e Comunicação e Design na Universidade Essen na Alemanha. Em sua pesquisa artística, Nelke, que reside há doze anos na Vila do Estevão, aborda temas relacionados às “ aldeias tradicionais no Brasil”, onde registra com olhar sensível o cotidiano de seus moradores. Seu trabalho para o Projeto ¼ consiste em uma série de fotos realizadas entre 2011 e 2012 no Brasil e nos Países Baixos que questionam o uso da burca azul, conhecida como ‘chadri’ no Afeganistão. Giselle Fernandes é atriz, formada pelo Curso de Arte Dramática – CAD/UFC e pelo Colégio de Direção Teatral – CDT/ Instituto de Arte e Cultura do Ceará. Giselle apresentará a performance “ Todo portão guarda um segredo”.


Exposição das 14 às 17 horas , dia 08 de dezembro.Rua Oliveira Viana, 158, Papicu.






















63º Salão de Abril. Mostra Contemporânea e seminário “A Cidade e suas Desconexões Antrópicas” na Galeria Antônio Bandeira, Vila das Artes, Passeio Público, Atelier CasaIntervenção, Praia de Iracema e Centro da Cidade de 17 de abril a 30 de junho.




63º Salão de Abril. Mostra Contemporânea e seminário “A Cidade e suas Desconexões
Antrópicas” na Galeria Antônio Bandeira, Vila das Artes, Passeio Público, Atelier
CasaIntervenção, Praia de Iracema e Centro da Cidade de 17 de abril a 30  de junho. Mais
informações sobre o Salão de Abril:http://www.salaodeabrilfortaleza.com.br/





“O diverso luminoso” – Exposição de Fotografia e Artes visuais- Março 2012


I



I Luz nas Artes - Feira de Projetos Culturais do Ceará.
“O diverso luminoso” – Exposição de Fotografia e Artes visuais

Curadoria – Maíra Ortins


Artes Visuais:Meire Guerra (fotografias e cartas); Claudia Sampaio

A CasaIntervenção no Circuito do 63º Salão de Abril

Seleção do 63º Salão de Abril revela que a produção artística do País está mais variada e descentralizada


        A dois meses do início, o 63º Salão de Abril já tem seus trinta trabalhos selecionados - e eles revelam algumas transformações no circuito nacional de artes. Após anos com pouca expressividade, a pintura em tela voltou a mostrar sua força. "Na tradição da arte contemporânea, ela tinha quase desaparecido", comenta Maíra Ortins, coordenadora de artes visuais da Secultfor (Secretaria de Cultura de Fortaleza) e organizadora do Salão, que acontece de 17 de abril a 30 de junho, na Galeria Antônio Bandeira/Centro de Referência do Professor. A curadoria é do fotógrafo Silas de Paula, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e os artistas visuais Marcelo Campos e Eduardo Frota.
      Um dos diferenciais do 63° Salão de Abril é o convite a artistas ibero-americanos para exporem suas criações em Fortaleza, no Espaço Atelier Cláudia Sampaio, na Casa Alpendre e no Espaço Cultural dos Correios. Este último já está definido como local que receberá as obras da fotógrafa galega Maribel.


Mais informações:63º Salão de Abril. De 17 de abril a 30 de junho, na Galeria Antônio Bandeira - Centro de Referência do Professor. Informações: 3105 1358

http://www.salaodeabrilfortaleza.com.br

MÔNICA LUCAS
ESPECIAL PARA O CADERNO 3 - 

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1106290

Até Meio Quilo - LONDRINA E SALVADOR









 LONDRINA
Casa da Cultura UEL de 25/08 a 04/10

obra: + um dia
fotografia,colagem, desenho em acrílico
22 x 15 cm




Meio Kg – SALVADOR
Museu Eugenio T. Leal
18/nov/2011 a 12/dez/2011

PORTFOLIO - TEMPOS DA CASA

 
Clique duas vezes no vídeo para ampliar a imagem.
Ultrapassa a arte. Uma mistura de elementos da alma,
expostos conforme sai.
A arte precisa da alma, mas aqui tem mais.
É virar do avesso.
É a carniça do cachorro da estrada, onde ao pêlo voou, o couro curtiu  e a carne não se apresenta mais lisa - ela foi massacrada pelos urubus e lá deixada.
Não há mais o que mostrar.
É tudo, é só.
É silêncio e grito.
Quem tem olhos, ouve.
A casa é o abrigo perfeito, pq guarda  queratina,
Porque todo dia ela é olhada pelo dono e isso gasta a casa.
Olhar gasta, olhar consome. Mona Lisa não aguenta mais, ela já se foi dali.
Não há nada desfocado ali, não há sombras, não há nuances.
Deve ter muita gente envolvida naquele quarto
Devia ter uma placa: entre sem bater
E outra placa: posso entrar em vc?
beijos, Claudinha
todo dia o quarto muda
todo dia 
quarto muda
muda todo
muda dia
todo quarto muda.


Marcelo Fortuna
Arquiteto

Sábado à tarde...
Programa “obrigatório”,
Final de curso...
Saímos, eu, minha filha ( entusiasmadíssima por ver uma casa que tem as paredes riscadas) e duas colegas de classe...
 O que vamos encontrar?
 Não sei...


Com licença poética
 Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.


                          

 Antes de conhecer a Casa Intervenção, tinha visto alguma coisa na internet, no blog. Achei bonito. A flor no quadro, com palavras escritas, deixou-me curiosa.
 Chegamos antes das outras pessoas, a Casa não estava “pronta”.
Claudia nos recebeu como se fosse sua moradia mesmo. E que cuidado.  A música tocando, a iluminação, a preocupação de nos oferecer algo pra comer e beber. Ela estava sendo assistida  pelo sobrinho, um filho, disse ela. E pareceu mesmo. Dava para ver o amor entre os dois. E o respeito.
 Confesso que, no início tudo aquilo me  espantou. Ver aqueles objetos, as paredes escritas, tudo muito confuso... Com o tempo fui vendo a “história de vida”, pedaços daquela mulher, fotos, recortes, objetos,lembranças, partes de uma existência.
E que coragem.
Perguntei-me, para que se expor assim? Fiquei com aquela pergunta a me rondar.
Fui vendo tudo, me familiarizando , vendo a reação das pessoas, vendo minha filha. Ela estava encantada , olhando, perguntando.  Depois de algum tempo, Claudia  chama.Seu sobrinho fez um pequeno “show de mágica”. Aquilo foi encantador.  Paramos um pouco de ver sua vida.
 Eu não podia ficar muito, tinha um compromisso. Despedimo-nos. Fiquei ainda com aquela pergunta, Pra que se expor assim?
Muita coisa para fazer.
Minha filha pergunta:
 -Mãe tu gostou? Gostei, respondi. Mas algo me inquietava. A pergunta! Ela não parava de falar. O quanto queria fazer um desenho para Claudia.
-Eu quero pintar. Quero tinta e tela...
Chegamos em casa. Minha filha descobriu uma caixa de tinta guache.
- Mãe, me dá um papel! Eram sete horas. Começou a pintar. Passaram-se as horas, nove, dez, quase onze. Ela não parava....
Naquela hora me “apareceu” a resposta: Expor-se pra mudar o outro, para tocar de alguma forma, para sensibilizar. E foi isso que aquela tarde me deu.  Meu mundo mudou.

texto de Leda M. Saboia Bezerra


DO MEU QUARTO... DO SEU QUARTO... NOSSO QUARTO

Espera-se que NO QUARTO estejam contidos todos os cheiros dos viventes lá existentes e ELA me disse olha Aninha queria algo escrito por você é interessante que seja de alguém que me conheça na intimidade DO MEU QUARTO... DO SEU QUARTO... NOSSO QUARTO. Vejo enquadrada em coisas que agora recicla o que seria o lixo de nossas vidas tornarem-se memórias que se renovam em reminiscências estranhas que sempre entraram entranhando-se NO QUARTO que ELA habita. O QUARTO de paredes se traveste em vários personagens contidos em nadas de nossas vidas avaliadas pelo olhar DELA como preciosos objetos instantes contidos em histórias

AQUELA FLOR DE PLASTICO
assim postas caóticas de uma linearidade que corre paredes e paredes que se fecham agora em quatro
FOTOS, ADEREÇOS, TERÇOS, VIDRINHOS, SANTOS DE UMA SANTEIRA PERVERSA QUE OS MUTILA QUEBRADOS E CEIFADOS DE PARTES COM OLHARES ARREPENDIDOS E CARENTES
. Nossas vidas em um QUARTO exposta assim por alguns QUARTOS de hora aos olhos de estranhamento de transeuntes passageiros de olhos e olhares ás vezes redondos e tantas vezes oblíquos tendendo para o quadrado que tridimensionalmente se perfaz em quatro paredes de um QUARTO que é DELA Aninha espero que você poste urgente algo MEU que é NOSSO. NOSSO que  agora exposto aos olhares e bocas que reverberam palavras sobre um QUARTO que sabem desconhecer posto que não seja areia, nem cimento ou cal é QUARTO/CORPO manifesto DELA como insulto penúltimo ao intimo que intimado se expõe metaforicamente vestido de objetos colados as suas paredes traduzindo o CORPO/QUARTO nu que está por dentro.



Ana B. Menezes

Escritora e professora

Mais sua do que nossa


                                
Por Ana Cecília Soares e Júnior Pimenta*





Uma das primeiras impressões que se tem ao ver o trabalho da artista Cláudia Sampaio é a de estarmos diante de um imenso quebra-cabeça da vida. Uma vida, obviamente, alheia ao observador. Mas, que a partir do momento, em que ele se detém a cada fragmento, seja uma foto, uma imagem sacra, uma palavra solta, uma frase ou um objeto; tudo aquilo passa a lhe pertencer também. Digamos que acontece um tipo de interação de experiências, onde as da artista levam a reflexão das do espectador.
Para a realização da mostra de Sampaio, realizada ano passado no CCBNB – Fortaleza, pensou-se que sua “casa-obra” seria deslocada por completa para o espaço expositivo, assim como fizeram com o ateliê de Paulo Bruscky na Bienal de São Paulo. Observa-se, então, que a exposição “+ Um dia”, resulta da composição de fragmentos de fragmentos.
A tinta na parede é como pele, o cimento e a areia como carne, ferragens estruturais como veias. A casa é um corpo. Corpo marcado por vivencias. Corpo que, muitas vezes, sofre e sangra, precisando, para a “cura”, da ajuda de um “band-aid”. Um mundo de intensos começos e fins, um lar da subjetividade, que também acaba sendo nosso, pois afinal quem não já se sentiu, só, perdido, sofreu, amou e desamou, mergulhou em silêncio, tem recorrentes lembranças de familiares e amigos? Tudo é tão tipicamente humano. Tão nosso!!!
A casa está associada ao centro do mundo, já que ela funciona como uma espécie de redoma dos próprios indivíduos que se movimentam e organizam a sua vida, a partir do lar. No trabalho de Cláudia, o universo íntimo já não é mais fechado, essa redoma agora é transparente, mais ainda por estar no espaço público.
Complementando, vale à pena citar o trecho do livro “Pulsão irrefreável: arte contemporânea no feminino”, de Ana Valeska Maia, que diz: ”na casa estão tanto seus sonhos idealizados como os gritos e sussurros dos desejos frustrados. Os amores desfeitos dialogam com os amores concretizados. A crueza da má solidão convive com o arrebatamento do encontro de si mesma e da descoberta do outro”.
Na casa, as paredes servem-se de corpo para a artista, os resquícios de suas experiências. Não há filtragens e nem máscaras, há sentimentos puros e vibrantes. Por trás do concreto, a muito de carne e sangue, encontros e desencontros. Além disso, percebe-se que há uma quebra dos limites entre o público e o privado. As duas esferas se confundem, cada uma passa a ser uma extensão da outra.
Escuto vozes, impregnadas de memória viva, vozes que vem dos objetos, fotos e textos, relatando momentos de existência. O tempo está presente em tudo, um cheiro de passado na cor desbotada e, também, através da ferrugem. Na investigação poética sobre a sua existência, a ferrugem já não é mais apenas produto da corrosão dos metais ferrosos, mas a ferrugem-memória, que habita um corpo translúcido feito da corrosão dos dias vividos.
Outro aspecto constante é a presença da religiosidade, seja por meio de imagens de santos, terços, escapulários e orações. Tal aspecto se aproxima da antiga cultura dos ex-votos. As salas de “milagres” existentes em Juazeiro do Norte e em Canindé. Na tradição, por exemplo, os devotos por gratidão a uma graça alcançada deixam oferendas, como: fotos, cartas, objetos pessoais, cabelos, entre outros. Como o ex-voto, seu trabalho parece trazer um “certificado de presença” sobre uma experiência vivida.
Nesse trabalho, o sagrado e o profano se complementam. O sagrado, referindo-se, a essência privada, o íntimo que não pode ser violado e tocado. E, o profano que equivale à abertura de tudo isso ao outro, uma aproximação, partilha.
Para finalizar, eis as palavras de Jean Lacoste, em A filosofia da arte: “a unidade da obra de arte que repousa em si mesma vai nascer de um conflito entre o mundo da claridade, apolíneo, do destino dos homens, e a obscuridade a que se pode chamar, lembrando Nietzche, ‘dionísiaca’ da Terra. A plenitude da obra é o fruto de um equilíbrio quase impossível entre um mundo histórico e a terra inumana”.
Agora, aqui também é nossa casa! Intensa como o mar, a poética da artista continuará a registrar e a nos oferecer fragmentos de seu mundo, que, muitas vezes, se confundem com o seu e com o vosso.

*Texto escrito a quatro mãos.

Qual é o Lugar da Arte?

Qual o lugar da arte?



Há um ar de provocação na proposta das duas últimas edições do Salão de Abril. No ano passado, 45 artistas, oriundos de diversas regiões do País, participaram da Mostra no Centro de Referência do Professor e nos terminais de ônibus do Siqueira e do Papicu. O 60º Salão de Abril continua o seu projeto anterior ao instituir novos espaços para a arte contemporânea quando promove uma reflexão sobre as fronteiras do espaço artístico institucional.


Durante três dias, 434 portfólios foram discutidos e, a partir de então, selecionados 30 artistas que estarão expondo gravuras, fotografias, pinturas, objetos, instalações, performances, intervenções urbanas e vídeo-arte. Os Artistas intervirão com suas obras no Passeio Público, nas ruas Major Facundo e Senador Alencar, indo ao encontro do Centro de Referência do Professor e da Galeria Antônio Bandeira.


O tema “ Qual é o lugar da arte?” suscita inúmeras questões que permeiam o pensamento artístico contemporâneo. Na teoria da Obra Aberta, Eco¹ define a arte como uma “ mensagem fundamentalmente ambígua, uma pluralidade de significados em um só significante”. Vivenciamos essa pluralidade na arte num fluxo poético hibrido e sincrético, onde tudo se amalgama. As discussões sobre o significado e o papel da arte, e qual é o seu lugar, ou seja, qual o espaço/ lugar ela deve ocupar, desenvolveu-se em congruência das primeiras pesquisas no campo da Estética. Porém, é a partir da década de 60 , no século de paradoxos como afirma Dreifuss² e da intervisualidade, que as discussões sobre espaço/lugar na arte contemporânea adquirem uma relevância, fomentado questionamentos sobre a fruição da produção artística fora do circuito tradicional das galerias e museus de arte.


Um novo percurso foi traçado na cidade para que a arte contemporânea possa em Fortaleza dialogar de forma sensível com o espaço urbano, possibilitando um encontro do espectador – transeunte, pessoas que percorrem o centro no seu dia-a-dia, com a arte.
Neste processo dialógico entre público e obra, parafraseando Isidore Ducasse, conde de Lautréamont, que as obras sejam realizadas não só pelos artistas, mas por todos... que as contemplem.


A prática artística deve ampliar seu espaço de atuação propondo táticas criativas críticas, táticas que ao utilizarem-se dos próprios referentes de outros campos representacionais, atuem na produção de uma verdadeira arte pública (Guatarri,1990).
Um (re)olhar, é isto que espero!




__________________________


¹ ECO, Umberto. Obra aberta. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1976.
² Dreifuss, René Armand. A época das perplexidades: mundialização, globalização e planetarização. novos desafios. Petrópolis: Vozes, 1996,
³ Guattari, Felix. As Três Ecologias.
Campinas: Papirus, 1990.


Texto para o catálogo do 60º Salão de Abril Claudia Sampaio

casa Intervenção| 2007


Instante

Evocar o tempo
nao se prender
Seguir ..
Turbulento grito 
Solidão
Que marca o Ritmo ...
Não EXISTE
                                | Tempo |






Dragão Fashion| yuri costa



      
intervenção artística + um dia..... |claudia sampaio| estampas e intervenção - cenário ( 2009)

Centro Cultural Banco do Nordeste | 2009

Objetos  deslocados de suas origens, poesias, textos,   perfazem um percurso criando uma rede de diálogos visuais. Paredes projetadas para recebê-los, para incorporá-los ....Objetos impregnados de memória. Objetos que chegaram ou foram selecionados para poetizar.
Portão verde da varanda do quarto que dava para um corredor aberto;  corriam estrelas.... e a voz do meu avô .

CONFISSÕES DE UMA MULHER ARTISTA







 Ana Valeska Maia



27 de maio de 2004. Um Banco de Dados se, Comunique Ao Que em Dia hum artista Cláudia Sampaio Iniciou o Processo de Transformar SUA in UM casa poema vivo[1]. Nas Entrelinhas De CADA canto da casa reverberam silencios OS, OS Devaneios Íntimos das pulsões refreadas, Gritos e Sussurros OS frustrados dos Desejos, amores desfeitos dos, da crueza da solidão.

A casa FALA. Como brotam Palavras do Abrigo números Processo catártico.  Arrancadas das Profundezas da Alma Humana, Uma Essência exibem dos desencontros da co-Existência.  Em "Confissões" um artista interfere nsa Espaços de SUA casa: escreve paredes NAS, materiais Agrega, anota resquícios de Vivências.  Os Estímulos Dão Vida AO Abrigo: No Processo Criativo, Cláudia música UMA Sente, se emociona. Nomos Incluí, Afetos, desenha, rabisca poemas. Nas paredes de significâncias engendradas entrelaçam SE NUMA Poética Que advém da imensidão da Esfera Privada , dos Encontros com o Próprio Eu, receptáculo de decepções e Alegrias palco do coletivo Viver.  

Cláudia e Mulher Corajosa UMa. Nao Tem Medo de expor si. A casa, Que simboliza Abrigo, refúgio OU PROTEÇÃO recebe autorização da artista UMa Parágrafo TODAS se Despir Muralhas de Como, Como Máscaras de TODAS FINALMENTE e se entregar. Um exterior Infinita da gradação Manifestação Criativa da artista reflete UMa pulsão de Vida, Que percorre interior Entre e dicotomias, Público e Privado, Dor e Prazer, Verdade e FICÇÃO.

Vou CRIAR O Que Aconteceu Comigo. Só Viver Nao e PORQUE relatável. Viver Nao e vivível. CRIAR Sobre Terei Que a Vida. mentir E SEM. sim Criar, nao mentir. CRIAR Não É Imaginação, e Correr o Grande Risco de se ter UMA . Realidade e entendre UMa Criacao, Meu Único MoDo. Precisarei com Esforço Traduzir Sinais de Telégrafo - Traduzir o desconhecido n. UMa Língua desconheço Que, paragrafo SEM e entendre Sequer OS Sinais Que Valem. Falarei Linguagem Nessa sonâmbula Que se eu estivesse acordada nao Seria Linguagem (LISPECTOR, 1988: 21).

A Linguagem de Cláudia CRIOU UM Outro Ser. A Partir de Ser Seu Próprio. Gaston Bachelard in inigualável SUA Poética do Espaço, enunciação: Espaço Realmente TODO habitado Traz UMA Essência da Casa da Noção (BACHERLARD, 2003:25). O Trabalho de Cláudia Sampaio construto Representantes UM AO MESMO apurado Muito Muito tempo e simbólico. Ouvir e Como Possível paredes. pulsa O artista da LAR, clama, instigadores. 

(...) Veremos Construir UMA Imaginação "paredes Sombras" com impalpáveis, reconfortar-se com Ilusões de Proteção UO - Inversamente, tremer Atrás de muros Grossos, duvidar das Muralhas sólidas. Mais, Em suma, nd interminável das dialéticas Mais, o abrigado sensibilizá Os Limites do Seu Abrigo. Ser Vive UMA casa in Realidade e virtualidade SUA SUA EM, atraves do Pensamento e dos sonhos (BACHELARD, 2003: 24). 

Mais Um Dia. Frase Que Recorrente casa UMA registrou. This Por Todos Lados OS. Reflexos dos Momentos de Inércia da Vida, das Angústias dos Dias, do conhecidíssimo Desejo de Ser Única Alguém Pará, da Tentação Viver Um Amor de total Tão, Tão absolutos , Repeat irrespirável. Sentimentos habitados Tornam Que UMA casa corpórea, pulsante. imovel S adquirir Vida, Organismo UM é. Sangra, Sofre Como Dores dos rompimentos, das decepções. A medica entao Como artista Paredes, curativos ter Aplica parágrafo Forças e enfrentar dia UM MAIS.  UNHAS Como arrancam Superfícies. Paredes Das Flores brotam, Cruzes, Preces, Lembranças, poemas.

Como nao Personagem GH de Clarisse Lispector, Como Confissões Mulher Desta artista Que encontremos possibilitam NAS Entrelinhas De CADA canto da casa UMa amplitude de Vida, Uma inesgotabilidade de Sentido Que vai Muito do Além Sensibilidade da Própria. As "Confissões" de Cláudia Sampaio Linguagem UMA refletem da Urgência do Desejo, propriamente abissal anseio hum, Quase sacrifical, do Encontro com o Outro e com uma arte.  



Novembro de 2006.



Referências:

, Clarisse. Lispector A Paixão Segundo GH. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

, Gaston. BACHELARD A Poética do Espaço. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1993.






[1] A casa da artista Pôde Ser visitada Durante o Salão de Abril Neste Ano. de novembro de 2006, um de Janeiro 2007, UM Mostra da artista expõe UMa Casa da version, receberá intervenções Que Comeu o terminal, no Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar.  

claudia sampaio

claudia sampaio
MISTÉRIOS
Tem mistério a tua parede,
Mais um dia!
+ um dia + um dia + um dia + um dia + um dia + um dia + um dia + um dia.........
Que agonia!
Contar assim
INNNNNNNF I N I T A M E N T E........... !!!!!!
Quem olha não vê
Quem olha não sente
os mistérios que contêm a tua parede.
Quem olha se encanta,fica contente
E .............. vai embora
A casa FICA guardando os mistérios
Presos
Quem olha não sabe
Nem quebra-cabeça
Nem mágicas
São dores das almas
aflitas
do SEMPRE !
Quem olha não SE SABE
Quem olha não SE VÊ
Mistérios INNNNNNN F I N I T A M E N T E presos, disfarçados
na parede do teu coração.

Eliana De Francesco

convite | projeto < Porta Aberta>

convite | projeto < Porta Aberta>

Quarto 2


projeto

Quarto 2

Quarto 2

Quarto 2

Quarto 2

Quarto 2

Quarto 2

Quarto 2

Quarto 2
27 /11/2010

casa Intervenção

casa Intervenção
Alunos do FIC - 2008

mais um dia..nov 2010

casa Intervenção

casa Intervenção
Suely Rolnik, Olívio Tavares e Claudia Sampaio

Salão de Abril 2008

Salão de Abril 2008
Terminal do Siqueira

Salão de Abril 2008

Salão de Abril 2008
Terminal do Siqueira

+ um dia...

+ um dia...
Ricardo Resende

+ um dia

+ um dia
Cristiana Tejo

+ um dia....

+ um dia....
"O ALMOÇO"- Sigbert Franklin, Jussara Correa, Júlio Camarero e Meyre Guerra

+ um dia...

+ um dia...
juliana Monachesi

+ um dia...

+ um dia...
"O ALMOÇO" - Herbert Rolim

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"Wasser" Nuremberg

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Ontologia do Feminino - CCBNB

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Nuremberg

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Wasser - Nuremberg

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Nuremberg -"Wasser" 2008

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Nuremberg 2008